Foi revelado o primeiro telefonema após o acidente em Santiago de Compostela

A primeira chamada telefónica feita por Francisco Garzón para os serviços de emergência foi revelada na passada quinta-feira, 5. O maquinista, após o descarrilamento de 24 de julho, admitiu: “Distraí-me, tinha que seguir a 80 km/h e ia a 190 km/h”.

O maquinista, ainda preso na cabine, percebeu imediatamente que o comboio tinha descarrilado e calculou que houvesse “muitos feridos”, no entanto, já cá fora afirmou: “Meu deus, meu deus, pobres dos passageiros. Oxalá não haja nenhum morto, senão a minha consciência… Meu deus”. O descarrilamento provocou a morte de 79 pessoas.

“Esta curva é desumana. Já tinha dito à companhia que a curva era perigosa e que um dia nos íamos despistar. Calhou-me a mim”, lamentou Francisco Garzón.

Francisco Garzón admitiu que a sua distração – enquanto comandava o TGV que acabou por descarrilar em Santiago de Compostela – foi causada por um telefonema. O maquinista falava ao telefone com o revisor que também seguia no comboio quando se aproximava da curva onde o limite de velocidade é de 80 km/h.

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